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Simples Nacional na Reforma Tributária: o que muda com IBS e CBS e como sua empresa deve se preparar
16.09.26
Alexandre Machado ? AM de Lima

Simples Nacional na Reforma Tributária: o que muda com IBS e CBS e como sua empresa deve se preparar

Simples Nacional continua, mas a Reforma Tributária traz novas decisões para as empresas

Uma das dúvidas mais frequentes dos pequenos e médios empresários é:

"Com a Reforma Tributária, o Simples Nacional vai acabar?"

A resposta é não.

O Simples Nacional permanece no sistema tributário brasileiro. Entretanto, a criação do IBS ? Imposto sobre Bens e Serviços e da CBS ? Contribuição sobre Bens e Serviços traz mudanças que precisam ser avaliadas pelas empresas optantes pelo regime.

Isso é especialmente importante para quem vende produtos ou presta serviços para outras empresas (B2B).

O que muda para o Simples Nacional?

A Reforma Tributária preservou o tratamento diferenciado destinado às microempresas e empresas de pequeno porte.

Entretanto, o novo sistema de tributação do consumo passa a conviver com o Simples Nacional.

Na prática, isso significa que permanecer no Simples não deve ser encarado apenas como uma decisão baseada no valor do DAS.

Será necessário analisar também aspectos como:

? perfil dos clientes;
? operações B2B ou B2C;
? créditos de IBS e CBS;
? formação de preços;
? margem da empresa;
? fornecedores;
? competitividade comercial.

IBS e CBS: por que os créditos são tão importantes?

Um dos pilares da Reforma Tributária é a sistemática de créditos do IBS e da CBS.

Nas relações entre empresas, o crédito tributário pode ter impacto direto na decisão comercial do comprador.

Imagine uma empresa que fornece produtos ou serviços para outra pessoa jurídica.

O cliente poderá analisar não somente:

"Quanto custa?"

mas também:

"Quanto de crédito tributário essa compra poderá gerar?"

Essa mudança pode fazer com que a tributação passe a fazer parte da própria negociação comercial.

Empresas B2B precisam de atenção especial

Empresas do Simples que vendem predominantemente para consumidores finais (B2C) podem enfrentar uma realidade diferente das empresas que vendem principalmente para outras pessoas jurídicas.

No mercado B2B, a possibilidade de apropriação de créditos pelo comprador pode influenciar:

preço, negociação, escolha de fornecedores e competitividade.

Por isso, duas empresas com faturamento semelhante e enquadradas atualmente no mesmo regime podem chegar a conclusões diferentes sobre a melhor estratégia tributária.

Não existe uma resposta única que sirva para todas.

Permanecer no Simples será sempre melhor?

Essa pergunta precisa ser respondida com números.

O Simples Nacional continuará sendo vantajoso para muitas empresas.

Entretanto, a Reforma Tributária torna ainda mais importante comparar cenários antes de tomar decisões.

Uma análise adequada deve considerar conjuntamente:

carga tributária + créditos + preço + margem + perfil dos clientes + fluxo de caixa.

Olhar somente para a alíquota pode produzir uma conclusão incompleta.

Documentos fiscais ganham ainda mais importância

Outro ponto fundamental é a qualidade das informações fiscais.

Cadastros de produtos e serviços, emissão de notas fiscais, identificação das operações e documentos de compras precisam estar corretos.

Com IBS e CBS, a documentação fiscal estará diretamente relacionada à sistemática de créditos e ao cumprimento das novas obrigações.

Por isso, organização fiscal deixa de ser apenas uma obrigação administrativa e passa a ter importância ainda maior na estratégia financeira da empresa.

2026 é um ano importante de preparação

A transição da Reforma Tributária já exige adaptação de documentos fiscais, sistemas e procedimentos.

Para as empresas do Simples Nacional, este é o momento de começar a analisar:

? Quem são meus principais clientes?
? Vendo mais para empresas ou consumidores finais?
? Meus clientes utilizarão créditos tributários?
? Como ficará minha formação de preços?
? Meu sistema está preparado para IBS e CBS?
? Meus cadastros fiscais estão corretos?
? Como as novas regras podem afetar minha competitividade?

Não é necessário esperar todas as etapas da transição para começar essa avaliação.

Reforma Tributária exige planejamento, não decisões precipitadas

O objetivo não deve ser simplesmente "sair ou permanecer no Simples Nacional".

A questão correta é:

Qual estrutura tributária e operacional apresenta o resultado mais adequado para a realidade da minha empresa diante das novas regras?

Essa resposta exige análise individualizada.

Faturamento, atividade, folha de pagamento, fornecedores, clientes, créditos, margens e estrutura operacional precisam ser considerados conjuntamente.

Sua empresa está preparada?

A Reforma Tributária representa uma mudança significativa na tributação do consumo brasileiro.

O Simples Nacional continua, mas o ambiente no qual essas empresas compram, vendem e competem está mudando.

A AM DE LIMA ? Contabilidade, Assessoria e Consultoria Tributária e Regularização Fiscal acompanha as alterações da Reforma Tributária e auxilia empresas na avaliação dos impactos do IBS e da CBS sobre suas operações.

Informação hoje. Planejamento para amanhã. Segurança para decidir.

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